Ainda o IVA
Uma das maiores preocupações que coloca o recento aumento do IVA sobre a prestação de alimentos e bebidas nos estabelecimentos de hotelaria, restauração e bebidas, prende-se, como não poderia deixar de ser, com o cada vez menor poder de compra da procura.
De uma maneira geral, uns mais do que outros, viram reduzidos os seus rendimentos, e, não apenas em Portugal.
As recentes medidas de austeridade tomadas em Espanha e que se prevê venham a ser ainda mais agravadas na próxima semana, vão igualmente afectar os bolsos dos espanhóis e, em consequência, ter um efeito negativo nas suas viagens, no consumo.
Poderia parecer que ao dizer-se isto, mandaria o bom senso que fossem os empresários a suportar o aumento da taxa do IVA. Nada de mais errado!
Temos consciência das consequências que qualquer aumento nos preços terá nos nossos clientes. Sabemos que estabelecimentos existem (particularmente de natureza familiar) que não irão aumentar os seus preços, convencidos que estão que ainda é possível...
Ainda assim, pedimos para verificar os preços que pratica desde há vinte anos a esta parte, particularmente, na última década. Verificará então, salvo raras excepções, que desde há anos a esta parte que não são aumentados, na generalidade, os preços das refeições, das bebidas e até das dormidas.
Verificará por certo que há muitos anos que vem, afinal, a suportar a taxa de IVA incluída nos serviços que presta, o que, a ser assim, estará neste momento no limite do que seria razoável para garantir o funcionamento do seu estabelecimento e dos postos de trabalho que criou.
Os dados do Turismo de Portugal não mentem. Somos, na hotelaria, a região aonde os preços são mais baixos. Não é difícil constatar que ao nível da restauração e bebidas o panorama é muito parecido.
Não nos resta, pois, outra alternativa que não seja a de actualizar os preços praticados. Estamos certos que todos quantos nos visitam e procuram os nossos serviços compreenderão e que, mais do que isso, estaremos dessa forma a garantir a continuidade do funcionamento do nosso estabelecimento e a defender o mais possível os postos de trabalho que criamos.
Vivemos tempos de incerteza e de grande preocupação. E essa é uma razão mais para aconselhadamente não corrermos riscos e gerirmos as nossas empresas com a maior cautela.
A Direcção